31 31UTC outubro 31UTC 2007
um sambinha dolente
sento na mesa da calçada
moça discreta que bebe discretamente
é muito mais respeitada
passo batido pelas risadas à toa
sou o que soa nada mal
atiço meu amor que é de guerra
e tem coração de manteiga
beijo as mãos desse rapaz
com tantas histórias doloridas
e meu coração fica bem
com ele eu quero passar toda a vida
rimas pobres
somos pobres
qual nada! temos muitos vinténs
você me leva em teus braços
e te levo em minhas asas
30 30UTC outubro 30UTC 2007
Nem queria brigar, mas briguei. Por conta de meus instintos que reagem à dor, graças ao descaso em pensar no depois. Verdadeiramente, detesto brigas. São as festas que me trazem prazer imenso, com seus sorrisos inebriados, seus passinhos de dança, seus movimentos leves.
A briga me traz febre depois. Rumino seus olhos de raiva, suas duras palavras e o que não foi dito e feriu mesmo assim.
As pessoas me entendem briguenta. Não me encontram depois da briga, deitada sozinha na cama, olhando o teto imenso, sentindo o peito latente e a cabeça a me perguntar: "Por qual razão brigas tanto?"
26 26UTC outubro 26UTC 2007

Cabeça baixa e olhos fechados. Submersa na têmpora avalanche temporal. Atropelamento. Levanto e vasculho os cantos. Míope não guardo detalhes, que voltam pelas noites e puxam meus pés. Esqueço instantes, olvido anos e passagens. Novamente, enraiveço por flagrar-me desesperançada. Velhos círculos. Outro e outro. Cola na prova dos dez. Noves fora, sou só eu outra vez !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!