ImperÃcia
12 12UTC dezembro 12UTC 2007
Agora me lembro, depois da queda corri desesperada.
Passei por magazines da cidade categórica.
Em que péssimas condições meu coração recordava o caminho!
Au revoir 2007!
Fechei os olhos e saltei no sedutor abismo dos meus dias.
Virada do avesso, caí de pé e prossegui a correr.
Eis que arrrebentei a cara em qualquer obstáculo no escuro.
Grunhi alto. Ergui os punhos:
"Porra! Qual o filho da puta que deixou isso aqui?"
O sangue desceu a testa, passou pela espessa sombrancelha, percorrendo o caminho cerrado de lágrimas que não derramei.
O orgulho férreo finalmente arrefeceu, mas avisou que já era tarde.
Sem saída e agora refeita, abro o peito outra vez.
Ninguém me cobra respostas. Ainda bem! Pois não as tenho…
E sem saber que as procuro na fumaça, no calo e nas palavras que não encontro, finalizo esse jorro escasso.
Bate feito gozo e desliza em minha tela incrédula e brillhante.

