bastilha feminina
18 18UTC julho 18UTC 2008
Girou a saia, virou a cara. O céu grosso de nuvens mostrando a cheia. Num alto salto pisou o chão. Acocora-se e espia de rosa na boca. O espinho aponta curvas que aplacam as cercanias. São pulseiras, rendas, flores, luzes e cores morenas de sombras atrevidas. Num abaninho, o leque suspira a ventarola da ferida pronta em sua mão. Maçã no mel, circula as velas. No meio dança de fronte erguida. É sangue e fumaça de cigarrilha. É ignição. Com meia boca ela sorri, bate palmas, bebe champagne. Caprichos rubros na zanguizarra iminente, inevitável e desejada. Inverte a linha desgraçada. Tremor, alvoroço, a bailadeira desfere o talhe. O embasbacado estremece. E todo bambo pelo golpe encontra a morte pela navalha. A tropa abala ao romper do dia. Montada em fuga acaba a farra e se despede. Fora do trono mais um zangão!

