ó de quem?
8 08UTC novembro 08UTC 2008
Ó minha menina
Que habita meu peito camicase
Ó meus inimigos que nunca detecto e que se revelam em mesquinharias vagabundas
Ó meus tantos queridos distantes pelos afazeres e displicências
Ó minha madrecita que me ensinou a erguer o semblante com ar de plebéia real pela cidade
Ó meus passados amores, presentes para acabar comigo devagar
Estou anestesiada!!!
Infinitamente espero cada dia passar
Ó minha força que se esvai a cada dia e a cada sol se renova
Ó minhas estrelas de caráter
Conseguirei atravessar todo o caminho sem pestanejar?
Conseguirei não me dobrar?
O ventou que trouxe a sorte
Vai minha sorte!
Ó minha sorte quando volta?
Quando vai?
Tive febre essa noite
Mais do que o habitual
A temperatura se envolveu com a tempestade
Irascível é a febre
Indócil a tempestade
No entanto, me viciam e me seduzem
Ó veias cheias de intensidade!

