TÁ TARDE PRA UIVAR
23 23UTC novembro 23UTC 2008
Saiu de casa sem as armas. Dobrou a esquina do beco e deu com a rua morta. A polícia chegou, com as mãos na cabeça olhou pro alto, a lua chamava. Ouviu o estampido seco, ficou cego e foi caindo. Quando abriu os olhos de novo estava no colo dela e ela sorria docemente. Pernas pra quem te quero. O baile voltou a rolar. Caiu mais um. Calou mais um.

