ABSTINÊNCIA DA CRISE
4 04UTC novembro 04UTC 2008
Eu quero a verdade, mesmo que me roa ou desespere.
Sem consumir quero que a verdade me consuma.
Quero a verdade dita, escrita, de olhos pelados.
Políticos, artistas, deuses, vizinhos, transeuntes, tresloucados.
Toquem a verdade, seja lá qual for o som!
Eu preciso da verdade, diacho!
Beijo alucinado que estupora a falsa paz.
Trago enxurradas garganta abaixo!
Preciso!
Verdade!
Demais!

