NINGUÉM É DE NINGUÉM
29 29UTC abril 29UTC 2009
Na cara da porta tinha um nó desfeito que convidava entrar. Sem passos pro lado, olhava o batente e giro feito maçaneta deu de frente pra sala. Estava ela de braços abertos para a novidade sem fogo que a chama fazia. Era noite e frio o vento que cortou o artifÃcio do emblema. Ninguém sofre aqui não há nada que chorar. Virou as costas deu de ombros e se confundiu com as mãos que desatavam o passado dos pés descalços e sonâmbulos. Voltou pra rua que lá tem mistérios e perigos e vida por viver. Nem a pau ficar sozinha numa sala sem histórias. Corre o ferro nas veias magras fininhas danadas por perigo. Caco de vidro por um triz e vai se esvaindo em fluÃdos almas e lençóis derramados de um azul inesquecÃvel pra quem presta atenção nas cores. Pálida recomeça a contar tudo sem pé nem cabeça…

